LÍNGUA PORTUGUESA I


Assinale a alternativa que associa, respectivamente, as características e função social aos gêneros abaixo.

1 – Trata-se de uma  narrativa figurada em que as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e apresenta determinados valores aceitos na sociedade.

2 – Este gênero está relacionado ao argumentar e geralmente, dependendo do veículo de comunicação em que circula, usa a linguagem verbal e a não verbal como recurso básico de persuasão.

3 – O  autor narra na primeira pessoa do singular ou do plural acontecimentos que seleciona da sua própria vida, em geral, com o objetivo de caracterizar sua personalidade. 

A sequência que relaciona corretamente as características aos gêneros textuais é:


Fábula, anúncio publicitário, relato autobiográfico


Fábula, crônica, anúncio publicitário


Relato autobiográfico, fábula, anúncio publicitário


Fábula, crônica, relato autobiográfico


Fábula, notícia de jornal, conto

Leia o verso abaixo retirado do poema “Morte e vida Severina” de João Cabral de Melo Neto. 

Somos muitos Severinos

iguais em tudo na vida:

na mesma cabeça grande

que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido

sobre as mesmas pernas finas,

e iguais também porque o sangue

que usamos tem pouca tinta. (João Cabral de Melo Neto. Poesias completas).

 

Do texto que você leu, pode se inferir que

a)    O texto apresenta características do Severino, como ele é. Como é visto: cabeça grande, pernas finas, sangue com pouca tinta, etc.

b)    O texto revela o que foi observado em Severino, essa é uma das funções da descrição.

c)    É um texto narrativo, pois apresenta um narrador.

d)    É um texto dissertativo, porque apresenta um ponto de vista do autor.

e)    O texto permite que o leitor perceba o que está sendo descrito e recrie-o em sua imaginação.

Estão corretas as afirmativas:


III, IV e V.


I, II, III, IV e V. 


I,II e V.


II, IV e V.


I, II e IV.

Indique o caso em que, segundo a nova ortografia, o hífen permanece.


vice-presidente 


anti-ético


anti-séptico


semi-círculo


neo-liberalismo

De acordo com o uso correto do “porque”,  relacione a segunda  coluna de acordo com a primeira.

a)    Porquê

b)   Por quê

c)    Por que

d)   Porque 

1 (    ) Não fiz o trabalho ______________ estava doente

2 (    ) ____________ você não fala mais com ele?

3 (    ) Você não quis ir ao cinema ____________?

4 (    ) Nem imagino o _______________ dessa euforia.

5 (    ) Eis o ______________ da minha ausência. 

A sequência correta é


D,C,A,B,A


C,D,B,B,A


C,B,A,A,D


D,C,B,A,A


D,C,B,C,A

O texto, a seguir, é uma resenha do curta metragem de animação gráfica “Vida Maria” (2006), escrita por Márcia Regina Pires (2015). Analise-o:

 

(1) Vida Maria

(2) (Vida Maria). Brasil, 2006. Produção Joelma Ramos. Produção Executiva Isabela Veras. Roteiro, Computação Gráfica, Vozes Márcio Ramos.

(3) O analfabetismo ainda é um dos grandes problemas enfrentados em nosso país, e na região nordeste, ele é ainda mais agravante. O último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizado em 2010, revelou que 59,1% da população do Nordeste de 10 anos ou mais de idade é considerado sem instrução e com ensino fundamental incompleto (14,3 pontos a mais se compararmos o menor índice desta população específica no país – o Sudeste com 44,8%). Em 2011, o Brasil ficou no 88º lugar no ranking da educação da Unesco. Coerente com esse cenário, em 2014, esta instituição, no relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, divulgou que o Brasil é o 8º país com maior número de analfabetos adultos.

(4) O filme “Vida Maria” foi ganhador, em 2006, do 3º Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo, da Secretaria da Cultura, do Governo do Estado do Ceará, cujo projeto recebeu apoio da Lei estadual de incentivo à cultura nº. 12.464, de 29 de junho de 1995. Foi produzido por Joelma Ramos e Isabela Veras, com roteiro de Márcio Ramos. É um curta-metragem de animação gráfica, em que os personagens são bem verossímeis, pois assumem formas físicas bastante semelhantes às das pessoas dos papéis representados. Embora já tenha nove anos de produção, a história é atual uma vez que revela, com arte, a perpetuação do analfabetismo, ainda vivenciada por muitos nordestinos.

(5) O cenário é formado por um casebre e um grande terreiro cercado de tábuas de madeira. A vegetação do entorno é praticamente inexistente, há apenas uma árvore no quintal. O sol forte, o solo árido e a ausência de plantas revelam aspectos do sertão. O enredo é bastante simples. A história inicia-se focalizando um caderno, em que está escrito o nome “Maria José” repetidas vezes. Em seguida, a imagem vai se ampliando, de forma cadenciada, e vemos uma menina de, aproximadamente, sete anos de idade, que está, sozinha, aprendendo a escrever o seu nome. Para isso, debruça-se na janela da sala, usufruindo de seu peitoril como suporte para o caderno, e, também, da luz natural vinda do ambiente externo. O comportamento da criança mostra o quanto ela está absorta no desenvolvimento da escrita. De repente, sua mãe aproxima-se e a interpela de forma rude, ordenando que pare de “perder tempo desenhando o nome” e “vá para fora arranjar o que fazer”. A menina obedece, corre para o terreiro e bombeia manualmente a água da cisterna. À medida que ela transporta a água e realiza o trabalho doméstico nesse terreiro, vai passando cenas das fases de sua vida – como menina – como moça – como dona de casa que tem a primeira gravidez, a segunda gravidez, a terceira gravidez, as outras gravidezes – como mãe que acolhe seus oito filhos que chegam em casa e a cumprimentam – a nona gravidez. As cenas da lida no terreiro apenas cessam quando Maria José, já idosa, lembra-se de ir ao encontro de sua filha Maria de Lurdes, na casa. Neste momento, a mãe aproxima-se da menina que estava aprendendo a escrever, num caderno, amparada no peitoril da janela. Maria José interpela a menina exatamente como sua mãe fizera com ela, na cena do início do filme. A criança obedece e corre para o terreiro para cuidar dos afazeres domésticos. O foco da imagem volta-se para dentro da casa, onde é possível ver a realização de um velório, provavelmente do marido, com os filhos em volta. Em seguida, vemos imagens do caderno de Maria de Lurdes, que é o mesmo que sua mãe usou quando criança. Inusitadamente, o vento vai passando as páginas usadas deste caderno e, então, podemos ver que ele teve outras donas, pois contém os registros cursivos dos nomes de outras Marias: Maria Aparecida, Maria de Fátima, Maria das Dores, Maria da Conceição, Maria do Carmo. O filme encerra-se com a expressão “Vida Maria”.

(6) O filme é encantador desde o primeiro momento. As cenas são cadenciadas e evidenciam passagens significativas da vida da protagonista. Detalhes como as mãos infantis em cima do caderno, a expressão do olhar da menina no exercício da escrita, a forma como delineia as letras revelam os sentimentos e as expectativas da personagem, quando criança. Logo na primeira cena, a ingenuidade, a esperança e a delicadeza da menina é contrastada com a dureza e a forma rude com que a mãe a trata. Há uma pormenorização do estudo diante dos afazeres domésticos que, ao contrário dos signos, constituem-se no concreto e cobram uma solução imediata. A menina se vê obrigada a abandonar o caderno, privilegiando outras contingências da vida. No cenário totalmente árido do sertão, distante das cidades, o estudo deixa de ter um sentido relevante, para ser apenas um luxo de quem “não tem o que fazer”. A falta de uma escola próxima e efetiva, e, também, o aspecto cultural, a tradição, restringem o desenvolvimento pleno das mulheres nordestinas que, ainda crianças, são alijadas do direito à Educação. A distância dessas brasileiras em relação às outras, revela-se além da geografia, ela é, também, social, cultural. A criança do sertão nordestino está imersa numa história que perpassa gerações e perpetua a ignorância, num Brasil em que a educação ainda não é para todos. Maria de Lurdes, como sua mãe Maria José, como sua avó Maria Aparecida, como sua bisavó Maria de Fátima, como sua tataravó Maria das Dores e outras tantas Marias das famílias nordestinas realizam práticas seculares, alheias à possibilidade de desenvolvimento e de liberdade que o estudo deve proporcionar. Assim, elas ficam, também, entregues aos mandos de uma cultura machista que aniquila mínimas condições de autonomia, de trazerem a sua vida em suas mãos. Nessa perspectiva, o filme Vida Maria surpreende pela perspicácia em denunciar as tramas desse contexto que torna essas meninas em, apenas, mais um número nas estatísticas do analfabetismo brasileiro, colocando o Brasil no lugar negligente em que ele realmente está: numa posição vexatória no ranking mundial de educação.

(7) Márcia Regina Pires.

 

Sabemos que diferentes tipologias textuais podem fazer parte de um único texto para que ele cumpra a intencionalidade do autor e as especificidades do gênero textual. Considerando esse conhecimento e analisando a resenha acima, julgue as afirmativas a seguir.

 

I. O trecho 3 é predominantemente descritivo expositivo, haja vista que trata da contextualização da obra, isto é, situa o aspecto sociocultural, ressaltando a temática.

 

II. O trecho 4 é predominantemente descritivo expositivo, uma vez que neste momento a autora apresenta a obra, situando o gênero, o autor e o tema.

 

III. O trecho 5 é predominantemente narrativo, pois apresenta um breve resumo do enredo, ressaltando a história e a personagem principal.

 

IV. O trecho 6 é predominantemente dissertativo argumentativo, pois a autora da resenha tece um comentário crítico acerca do filme, bem como da temática da obra.

 

Assinale a alternativa que contém as afirmativas corretas:


III e IV


I e II


I e IV


I, II, III e IV


I, II e III

Identifique, no exercício a seguir, a concepção de linguagem empregada.

Analise as afirmativas a seguir e assinale aquela em que o verbo querer aparece conjugado na primeira pessoa do singular do futuro do presente do indicativo.

a) Amanhã eu quererei ver os cadernos.

b) Amanhã eu queria ver os cadernos.

c) Amanhã eu queira ver os cadernos.

d) Amanhã eu quero ver os cadernos.

Depois da análise que você fez, pode-se concluir que na atividade apresentada encontramos


Linguagem como instrumento de comunicação.


Linguagem expressiva.


Linguagem como processo de ação e interação.


Linguagem metalinguística.


Linguagem como expressão do pensamento.

Chafe (1985 apud MARTINS, 2011) apresenta algumas categorias de diferenças entre a escrita e a fala. Considerando esse estudo, avalie as afirmativas a seguir, considerando as corretas.

 I. Expressões como “de qualquer forma” e “agora, quando” possibilitam ao falante controlar o fluxo de informações, mediante a rapidez com que  elas  são expressas.

 II. A quantidade de informação expressa na fala possibilita ao interlocutor compreender confortavelmente seu conteúdo, retendo-o na memória de curto prazo, por tempo determinado, o que não ocorre na escrita.

 III. A escrita é mais conservadora, enquanto a fala é mais inovadora. Um aspecto inovador da fala constitui-se nas mudanças lexicais e gramaticais que transformam a língua ao longo do tempo.

 IV. Diferentemente da fala, a escrita não é realizada face a face. Assim, o interlocutor-escritor tem um tempo maior e mais flexível para a elaboração de seus pensamentos, o que lhe possibilita a articulação de uma maior variedade e quantidade de informações, de forma deliberada.

 Assinale a alternativa que contém as afirmativas CORRETAS


II e IV


III e IV


I e II


I e IV


I, II, III e IV

Muitas vezes confundimos tipos de textos com gêneros textuais. Porém,você já sabe que  há diferença entre eles. De acordo com os estudos feitos,  marque nas afirmativas abaixo,  1 quando se tratar de gênero textual e 2 quando se tratar de tipos de texto.

(   ) designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição.

(  ) constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas.

(   ) realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sócio comunicativas.

(   ) sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal.

(   )  sua nomeação abrange um conjunto aberto e praticamente ilimitados de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função.

 

A sequência correta é:

 


2, 1, 1, 2, 1.


1, 1, 2, 2, 1.


1, 1, 1, 2, 1.


2, 2, 1, 2, 1.


2, 1, 1, 1, 2.

Em apenas uma das frases a seguir ocorre erro no emprego do acento indicador de crase. Identifique-a e assinale a alternativa em que ocorre erro.


À noite, assistiremos à peça de teatro, que começará às 20 horas.

 


À tarde e meio às pressas, o mecânico consertou a embreagem do ônibus. 


Se você for à Europa, não deixe de fazer uma visita a Madri e a belíssima Toledo. 


O país precisa dar mais atenção à formação de seus jovens. 


De ponta a ponta, a praia estava repleta de banhistas. 

Indique a alternativa que completa corretamente a frase a seguir.

Ao ________ o carro no estacionamento, _________ pouco ela não atropela um cachorro de __________ amarelo que passava distraído __________ portão. ___________ sorte, ainda __________ frear; se ela não ____________o  carro, certamente mataria o animal. 


pôr – por – pêlo – pelo – por – pode – para


pôr – por – pelo – pelo – por – pôde – para


pôr – por – pelo – pelo – por – pôde – pára


por – pôr – pelo – pêlo – por – pode – para


pôr – por – pêlo – pêlo – pôr – pode – para

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